Cultura

Os negócios da moda e a economia criativa

Aquilo que no exterior aconteceu principalmente nos Anos 90, levou mais de 15 anos pra chegar ao Brasil: marcas e empresas de moda até então submetidas à administrações familiares passaram a ser adquiridas por grupos gestores, mais tarde conhecidos como os “conglomerados de luxo”. Contudo, a história no Brasil não começou muito bem.

Primeiro foi Marcelo Sommer, que perdeu o direito de usar seu próprio nome, o qual vendeu para o grupo AMC Têxtil. Mais tarde, em janeiro de 2008, Fause Haten vendeu sua marca para o grupo I’M antes de descobrir que tudo não passava de uma emboscada. Segundo Fause, que participou de uma mesa redonda na noite da última quarta-feira (04/11) no Pense Moda, com o dono da grife UMA e vice-presidente da ABEST (Associação Brasileira de Estilistas), Roberto Davidowicz, e a consultora de produtos e negócios da ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil), Geni Ribeiro, o motivo é bem simples.

A moda no exterior tem um tempo de vida muito mais longo do que a nossa, ou seja, teve mais tempo para erros e acertos“. Para Fause, o mercado nacional parece estar querendo antecipar o tempo de amadurecimento aplicando regras administrativas e financeiras para negócios totalmente criativos. Em outras palavras, preocupação demais com o dinheiro e de menos com a criação.

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