Beleza

Maquiagem na música e sua evolução

Acho que nem preciso reforçar minha opinião de que não vejo nada de errado com isso e sou bem adepto ao uso de alguns produtos para esconder imperfeições e não deixar a gente com cara de acabado, ou todo brilhoso. Mas enfim, este post é para falar uma matéria super interessanta que saiu na i-D de agosto fazendo uma relação de maquiagem masculina e sua evolução junto com a música.

Não é novidade para ninguém que assim como a moda, a música também funciona como espelho da sociedade. Sendo assim, moda, música e comportamento são coisas que andam de mão dadas o tempo todo.

Quem escreveu a matéria foi ninguém menos que Princess Julia, renomada personagem a noite inglesa, o que dá ainda mais propriedade a matéria. Esta, por sinal, começa falando que destes os Teddy Boys, Mods, Hippies, Disco Freaks e os Galm Rockers dos anos 50, 60 e 70 a maquiagem masculina já desempenhava seu papel de embelezador aliado à um que de alternatividade, mostrando que você fazia parte de algo muito específico daquele tempo.

Nos anos 80 os delineadores e gels dos punks foram dando espaço as máscaras, aquelas pinturas na cara que iam desde o gótico-heavy-metal até os rostos cheios de pancake dos New Romantics.

Nos anos 90, com a ascensão do gunge veio aquela onde do look detonado-acabado. A cara de sujo, cabelo ensebado num coisa meio anit-glam com estética punk suave associados à bandas dos anos 70 como os The New York Dolls. O estilo era arrasado, mas se você não era muito adepto a alguns dias sem banho, o make fazia o trabalho por você.

Do Grunge surgiram os Emos – que dispensa qualquer comentário sobre a maquiagem, né? – e do gótico vieram os Cyber Punks, com seus batons fluorescentes e rostos pintados de branco.

Só para citar alguns exemplos, Brett Anderson, da Brit Pop tag Suede era super adepto do delineador; Jarvis Cocker, do Pulp seguido pelo Blur investiram nos rimmel e no look bonitinho, enquanto outras bandas como Primal Scream e Stone Roses mostram forma mais sutis de maquiagem.

No fim dos anos 90 a cena musical começou a muda com o sucesso de bandas indies e do electro. Fischerspooner, porta-voz do electro clash deu novo tom ao uso de maquiagem na cena musical, trazendo a teatralidade de volta para música influenciando uma séria de outras bandas. Até o Kiss que estava abandonando todo seu arsenal de maquiagem no começo dos anos 90, decidiram voltar com tudo.

Com isso, os clubbers se viram instigados a experimentar novos looks, o que não se restringiu apenas às roupas. Leigh Bowery e outras figuras da cena underground dos anos 80 eram suas principais fontes de inspiração.

Enfim, tentei reproduzir, bem resumidamente, aqui o que dizia a matéria, para mostrar com ainda hoje isso continua acontecendo. E apesar de toda a montação e teor de fantasia que a maquiagem representa nesses casos, não há como negar que é a partir daí que saem, bem mais diluídas, inspirações para a vida real. Afinal quantas coisas que vestimos hoje não surgiu em cima dos palcos, ou nas pistas de dança?

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